PONTOS-CHAVE
- Você vai notar na prática: ISS, ICMS, PIS, Cofins e IPI serão extintos para clínicas e dentistas, trocados por CBS e IBS, enquanto a cobrança sai “por fora” da nota – 2026 já será obrigado a usar a NFS-e nacional, mesmo como pessoa física (fonte: O Globo).
- O setor odontológico terá desconto de 60% no IVA, com alíquota base de 11,2% sobre o valor do serviço, mas, conforme as regras de créditos, pode pagar menos com organização e controle fiscal inteligente (fonte: O Globo).
- O split payment em 2027 muda tudo: o imposto será descontado direto na fonte pelo banco ou bandeira de cartão, forçando clínicas a se planejarem em caixa e facilitando a fiscalização (fonte: Câmara dos Deputados).
Nova realidade para clínicas e dentistas: chegou a hora de entender o jogo
Você, dono de clínica odontológica ou dentista, já ouviu aquele papo de que “nada muda para quem está correto”? Pois bem: a partir de 2026, muda sim. E muito. Já estamos ajudando muitos clientes da Odonto Results a se prepararem. Não se trata só de siglas e porcentagens. É sobre colocar dinheiro no bolso – e não perder para o Leão por falta de planejamento.
A Reforma Tributária vai trazer a maior virada no modelo de cobrança de impostos para o setor de saúde desde que o Simples foi lançado. E ela começa no seu consultório. Mas calma: você não precisa virar tributarista. Precisa entender o impacto real na sua operação.
Planejar é pagar menos imposto – improvisar vai sair caro.
Vamos caminhar juntos por tudo que vai mudar para clínicas e dentistas a partir de 2026, com frases diretas, exemplos claros e aquele conselho de quem vive o dia a dia da saúde e da gestão. Inclusive, deixando para você dicas de ação a cada etapa.
Por que a tributação muda a partir de 2026?
Com a aprovação da Emenda Constitucional 132/2023 e a regulamentação pela Lei Complementar 214/2025, o governo quer transformar cinco tributos em apenas dois – simplificando o sistema para o contribuinte e aumentando o controle. ISS, ICMS, PIS, Cofins e IPI serão extintos e substituídos pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, nacional/federal) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, estadual e municipal).
Além disso, surge o Imposto Seletivo, com foco em produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Mas a parte prática para o consultório (e o seu bolso) é outra: a cobrança dos impostos vai sair “por fora” da nota e, a partir de 2026, todo mundo terá que emitir a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) padrão nacional.
A principal mudança é que todos terão que mostrar na nota quantos impostos pagam, seja clínica ou dentista autônomo.IVA dual: entendendo CBS e IBS de forma clara
Você vai ouvir muito falar de “IVA”. Pode parecer coisa de multinacional, mas agora faz parte do consultório:
- CBS: federal, para todo o Brasil, criada no lugar de PIS, Cofins e IPI.
- IBS: estadual e municipal, no lugar de ICMS e ISS.
Esse modelo “dual” volta o controle para o governo – e você só paga sobre o valor do serviço efetivo. Parece simples, mas tem pegadinha.
A boa notícia, segundo matéria publicada pelo O Globo, é que “serviços de saúde, inclusive odontologia, têm desconto de 60% na alíquota padrão, o que resulta em 11,2% de imposto sobre o valor do serviço”.
Esse desconto só existe porque a odontologia tem reconhecimento social e, claro, lobby ativo.Adoção obrigatória da NFS-e nacional: até autônomo vai precisar emitir nota
Se você já emite nota fiscal pelo sistema da prefeitura, sabe os dramas: cada cidade tem regras, formatos e é um caos para clínicas que atendem vários municípios. A partir de 2026, tudo vira padronizado.
- A NFS-e nacional será obrigatória para clínicas e também para dentistas pessoas físicas/autônomos
- O imposto, agora cobrado “por fora”, aparece destacado na nota
- Municípios terão só dois caminhos: aderir à plataforma nacional ou obrigar clínicas a operar em ambiente próprio, mas sempre entregando as informações à Receita
Quem não se adaptar, vai pagar caro: além de não poder abater impostos, o risco de cair no radar da Receita aumenta bastante. Esse é um daqueles pontos que discutimos sempre nas consultorias da Odonto Results.
Qual é a alíquota do novo IVA para a odontologia?
A alíquota total do IVA, considerando CBS mais IBS, deve girar em torno de 28%. Mas antes que você surte, vem o segredo: para o setor da saúde, existe uma redução de 60%, então a alíquota “cheia” cai para aproximadamente 11,2%.
No frigir dos ovos, em vez de um imposto escondido no preço como era com o ISS, agora ele fica explícito para o paciente – o que pode mexer com a percepção do valor dos seus serviços e exigir nova abordagem de precificação.
A mudança no preço final deve ser bem explicada ao paciente, mostrando que o serviço, na verdade, ficou mais transparente.
Notou? Essa nova tributação tira aquela “zona cinza” do passado. Tudo precisa estar documentado, e a Receita pode acessar as informações a qualquer momento, sem pedir licença.
Mecanismo de não cumulatividade: créditos tributários podem ser seu melhor amigo
Se você acha que a alíquota de 11,2% é o valor “fixo”, há algo a mais. O novo modelo permite que você gere créditos de CBS e IBS sobre tudo aquilo que comprar, desde que comprove o gasto por nota fiscal ou recibo fiscal:
- Materiais odontológicos (agulhas, resinas, luvas, equipamentos, etc.)
- Pagamentos a laboratórios de prótese (se emitem nota ou recibo fiscal)
- Serviços de terceiros devidamente documentados
- Compras de equipamentos odontológicos, computadores, softwares, insumos de limpeza, e até despesas administrativas, com nota fiscal
Mas cuidado: folha de pagamento e qualquer serviço ou compra sem documento fiscal NÃO GERA crédito. Lembra do velho recibo do laboratório parceiro? Esqueça. Ou ele se regulariza, ou você perde dinheiro.
Esse modelo, que já existe em países europeus há décadas, agora chega para o consultório brasileiro. E ele premia organização.

Então, o melhor conselho é: comece já a exigir nota fiscal e recibo fiscal de todo fornecedor. Sim, vai dar trabalho de início, mas essa disciplina financeira pode cortar até 20% do seu imposto.
Se quiser se aprofundar nesse novo modelo de gastos inteligentes, temos um artigo com dicas práticas de softwares de gestão para clínicas odontológicas e como eles podem te ajudar a registrar tudo, sem aquela pilha de papel.
Exemplo prático: como os créditos reduzem seu imposto?
Sabemos como teoria pode parecer distante. Então, veja um exemplo prático baseado em uma clínica odontológica típica:
- Faturamento bruto mensal: R$ 50.000
- Alíquota base da odontologia: 11,2% sobre o serviço (R$ 5.600)
- Despesas dedutíveis creditadas (materiais, laboratório, etc.) totalizando R$ 10.000/mês, todas com nota
- Crédito de IVA de 11,2% sobre despesas: R$ 1.120
O valor do IVA a pagar será: R$ 5.600 (débito) - R$ 1.120 (crédito) = R$ 4.480.
No final, sua alíquota efetiva fica em 8,96% sobre o faturamento, graças ao crédito gerado.Agora, compare com o que você paga hoje no ISS (normalmente entre 2% a 5%, mas sem crédito de nada) ou no Simples Nacional (faixa que pode chegar a 22,9% sem desconto para saúde em vários municípios) e veja a diferença. O raciocínio correto é sempre comparar sua alíquota real, depois de creditar tudo que pode. É esse tipo de cálculo que sugerimos nos nossos atendimentos e conferências.
Decisão boa é decisão baseada em números, não em “achismo”.
Micros, Simples, Lucro Presumido/pessoa física: o que muda para cada formato?
Agora vem aquela pergunta: “Vou ficar melhor ou pior na reforma?”. A resposta depende de como você se organiza, pois há três cenários totalmente diferentes:
1. Dentistas autônomos (pessoa física)
Hoje, muitos dentistas autônomos pagam baseado em tabela da prefeitura ou pelo carnê-leão – quase sempre imposto na fonte, sem direito a crédito. Com a nova regra:
- Obrigatoriedade da NFS-e nacional (mesmo para quem nunca emitiu nota)
- Tributação via IVA, “por fora” da nota, sujeito à alíquota de 11,2% (ou menos, se tiver crédito, o que é raro para autônomo)
- Tendência é de aumento da carga tributária para pessoa física, principalmente quem paga perto do mínimo hoje
Por isso, recomendamos fortemente revisar a escolha entre pessoa física e jurídica, simulando os dois cenários, antes de 2026. Quem só atende poucas consultas e não tem estrutura pode até manter, mas quem está crescendo, deve migrar para PJ.
2. Clínicas e dentistas no Simples Nacional
O Simples Nacional não acaba, mas passa por transformação:
- Pelo menos até 2033, quem escolher o Simples pode ficar no regime atual, sem direito a créditos tributários, e com impostos “por dentro”, como já ocorre hoje.
- Mas há a opção de migrar para o modelo de CBS/IBS “por fora”, com créditos de insumos, usando a NFS-e nacional, para casos em que o crédito seja vantajoso (exemplo: clínicas de alto faturamento ou alto custo de insumos e laboratórios).
Falamos sobre estratégias de precificação e bônus de crédito tributário em clínicas de diferentes portes no artigo sobre como equipar sua clínica para 2026.
3. Lucro presumido e lucro real para clínicas
Se sua clínica já está fora do Simples, o impacto prático vai ser ainda maior, pois o modelo de créditos tributários passa a valer “de verdade”.
- Poderá abater o IVA sobre qualquer despesa passível de crédito (equipamentos, laboratórios, compras em geral)
- A tendência, segundo análise da Câmara dos Deputados, é de redução da alíquota do IRPJ e CSLL para 8% e 12%, respectivamente, para quem está no presumido equiparado a hospitalar, mas cada situação exige cenário próprio.
- Se você paga muitos fornecedores irregulares (sem nota), pode até sair devendo – então regularize já!

Folha de pagamento, “sem nota” e as armadilhas do crédito tributário
Tá aí uma armadilha: folha de pagamento não gera crédito de IVA. Ou seja, pagar salários e pró-labore, INSS e FGTS, não reduz seu imposto sobre a prestação do serviço.
Outro ponto crítico: pagar parceiro, laboratório, terceirizado ou fornecedor que não emite nota fiscal elimina o crédito. Seu imposto sobe, seu risco também.
Ou seja: só quem está com tudo documentado aproveita o novo cenário para pagar menos.
“Não é só pagar: é controlar. Se organiza e ganha, se improvisa e perde.”
Aqui, nossa sugestão é: faça já um pente-fino em todos os fornecedores e parceiros. Oriente todo mundo: sem nota, sem receber.
Imposto seleto para produtos danosos: atenção ao estoque
Outra novidade, bem menos comentada, é o Imposto Seletivo. Vai incidir sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
- Basta lembrar de anestésicos, certos materiais cirúrgicos e itens odontológicos importados com registro de risco.
- Os percentuais ainda serão definidos, mas clínicas precisarão registrar todo o estoque corretamente.
- A isenção e redução para produtos de uso em saúde também são previstos, mas dependa do produto.
Nada de deixar para regularizar as compras depois – mantenha a documentação do estoque completa, cruzando sempre as notas fiscais.
Split Payment: imposto vai ser descontado direto, e o dinheiro não passa mais pelo caixa da clínica
Sabe aquele modelo clássico onde você recebe o pagamento do paciente e depois paga os impostos quando der? Acabou.
A partir de 2027, começa a valer o split payment, onde o imposto é descontado direto pelo banco ou operadora de cartão – antes de o dinheiro entrar na conta da clínica ou do dentista.Significa que você só vai ver o valor líquido, já com o imposto retido, sem chance de atrasar o pagamento ou “esquecer” o controle da receita.
- Facilita a vida de quem é organizado
- Cria desafios de fluxo de caixa, já que boa parte do dinheiro não entra mais “cheio”
- Vai exigir ajuste nos processos financeiros e contábeis

Por isso, nunca foi tão fundamental revisar sua precificação. O paciente verá exatamente o que está pagando de imposto, as taxas das operadoras e o valor líquido do seu serviço.
Gestão financeira virou obrigação – não mais luxo das grandes redes!
Em tudo isso, as soluções de automação e gestão digital fazem diferença. Se você quiser entender como otimizar o controle do fluxo financeiro, já preparamos um roteiro detalhado em nosso guia sobre indicadores de desempenho para clínicas de odontologia.
Vale ler e aplicar, porque a ideia é não pagar mais do que precisa!
Cronograma da transição: a virada vai até 2033, mas precisa agir já em 2026
Muito se fala sobre a “data mágica” de 2026, mas o cronograma é dividido em etapas:
- 2026: Ano-teste, com obrigatoriedade de emissão de nota nacional, inclusão dos impostos “por fora”, alíquotas simbólicas (quase zero). Não haverá cobrança real do novo imposto nesse momento.
- 2027: Começa cobrança parcial, split payment ativa por cartões e TED.
- 2029-2033: Ampliação gradual do novo sistema, redução progressiva dos antigos tributos.
- 2033: Extinção total de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. Só restam CBS e IBS.
Revisando preço e precificação: como manter a lucratividade e a confiança do paciente?
Com a nova cobrança dos impostos aparecendo “por fora” na nota, é necessário rever como você apresenta seus valores ao paciente. Troca de “valor fechado” para “preço + impostos explícitos” pode gerar dúvidas.
- Capriche na comunicação: explique que o serviço continua o mesmo, só que agora o imposto está transparente;
- Use o momento para valorizar sua legalidade e profissionalismo (pontos que aumentam a confiança do paciente);
- Inclua uma simulação nas planilhas de preços: tanto para serviços avulsos quanto para pacotes e tratamentos recorrentes.
Se você quer um roteiro para ajustar precificação pós-reforma, sugerimos o conteúdo “Guia de franquias odontológicas: como se preparar para a reforma”, onde abordamos o tema de forma estratégica.
Análise do regime tributário: manter Simples ou migrar para presumido/real?
Talvez a decisão mais valiosa do pós-reforma. Não existe receita de bolo, pois cada clínica tem realidade própria:
- Perfil de clientes (tíquete médio, volume de faturamento)
- Nível de despesas passíveis de crédito (quanto compra de insumo com nota)
- Fluxo de caixa, estrutura e recursos administrativos
O segredo: simule cada cenário, usando meses reais de faturamento e despesas, já considerando créditos. Regra de bolso: clínicas com estrutura simples e pouco gasto de insumo ainda tendem a se dar melhor no Simples antigo. Clínicas com alto volume de compras e estrutura maior podem lucrar mais com a nova sistemática.
Escolha tributária inteligente não é só “tabela”: é cálculo personalizado e planejamento.
Se quiser entender melhor como funciona essa simulação, temos um conteúdo específico sobre checklists de organização para 2026 que pode ajudar você (e seu contador!).
Por que investir em sistemas de gestão informatizada?
Com tanta obrigação nova, controles manuais e planilhas improvisadas já não dão conta. O volume de dados, notas fiscais, os cruzamentos automáticos da Receita e a necessidade de gerar créditos a cada compra tornam sistemas informatizados não mais opção, mas o caminho natural.
- Software garante o registro de todas as despesas (e, portanto, dos créditos a abater no IVA);
- Facilita emissão da NFS-e nacional e controle automático de split payment;
- Integra relatórios, notas e integração com contador.
E mais: oferece histórico para fazer simulações futuras e embasar de forma clara as decisões de regime tributário.

A Odonto Results recomenda a leitura do artigo sobre softwares de gestão para clínicas odontológicas em 2026, criado para facilitar a busca da ferramenta certa para seu perfil de clínica.
O papel do planejamento tributário personalizado
Sabe aquele “empurra com a barriga” de decidir se fica como autônomo ou abre empresa? Agora, pode custar caro de verdade.
A decisão entre operar como pessoa física ou jurídica deve ser feita só depois de planejar e simular no detalhe todos os impactos.O cenário ideal é reunir as receitas e despesas de pelo menos um ano, projetar com base nas novas regras e simular diferentes regimentos (Simples, presumido, real). A Odonto Results mantém parcerias com escritórios de contabilidade e advogados especializados para ajudar nesse tipo de simulação – porque não existe “média do mercado” quando o tema é dinheiro no bolso.

Se você está nesse momento de transição, nosso conselho: reúna tudo com calma, envolva sua equipe, organize fornecedores e processos e não hesite em consultar especialistas. O custo do erro ficou alto.
Não à toa, no atendimento aos clientes Odonto Results, sempre reforçamos: traçar cenários é investir em previsibilidade – e previsibilidade é o que separa clínicas fortes de clínicas em crise.
Checklist de adaptação para sua clínica ou consultório odontológico
Aqui vai um passo-a-passo prático, para você rever periodicamente até se tornar um hábito:
- Estude todas as obrigações da NFS-e nacional e treine a equipe no novo formato até o fim de 2025.
- Faça um inventário de todos os fornecedores: só continue com quem emitir nota fiscal ou recibo fiscal.
- Revise o formato do regime tributário com seu contador, simulando imposto pelo menos nos três modelos: Simples, Lucro Presumido e Lucro Real.
- Organize todas as despesas e compras em sistema informatizado de gestão – planilha não vai mais servir!
- Implemente política de pagamento e recebimento formal: paciente e fornecedores sempre com contrato e documentação fiscal.
- Preveja o split payment no fluxo de caixa: organize contas bancárias e formas de recebimento pensando no líquido, já descontados os impostos.
- Comunique pacientes de forma clara sobre os impostos destacados “por fora”, tendo um roteiro para tirar dúvidas.
Esse passo-a-passo é base dos nossos treinamentos para clínicas parceiras da Odonto Results, e pode ajudar você a navegar com segurança por essa nova fase.
Conclusão: organização é o novo diferencial para clínicas e dentistas
Chegando ao fim deste artigo, queremos reforçar um ponto: a Reforma Tributária não precisa ser motivo de pânico. Para quem se organiza, simula cenários e investe em controle, ela pode até reduzir impostos e gerar margem de lucro maior.
Por outro lado, a improvisação, os pagamentos sem nota, o hábito de decidir sem números e a resistência ao novo modelo vão cobrar um preço alto, seja no bolso ou na preocupação.
O segredo? Informação na mão, equipe treinada e bons sistemas de gestão. O futuro da odontologia será dos organizados e atentos à legislação.
A Odonto Results está pronta para ajudar a sua clínica a transformar planejamento tributário em resultados reais. Conheça nossos serviços e veja como a performance pode (e deve) andar junto do controle fiscal. Estamos lado a lado com você nessa nova fase!
Perguntas frequentes sobre a reforma tributária em 2026
O que muda para dentistas em 2026?
A partir de 2026, todos os dentistas – inclusive autônomos – precisarão emitir a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) nacional e destacar o imposto “por fora” na nota. Cinco antigos tributos (ISS, ICMS, PIS, Cofins e IPI) serão substituídos por dois novos (CBS e IBS) e o uso de sistemas de gestão fiscal informatizada passa a ser quase obrigatório para quem quiser aproveitar créditos e pagar menos imposto.
Como a reforma afeta clínicas odontológicas?
Clínicas terão desconto de 60% na alíquota do novo IVA, resultando em 11,2% de imposto sobre o serviço. O controle financeiro fica bem mais exigente: créditos só poderão ser gerados sobre despesas documentadas (notas e recibos fiscais) e o imposto será cobrado por fora e posteriormente descontado direto pelo banco (split payment). Organização será indispensável para não ver a carga tributária subir.
Quais impostos vão aumentar para dentistas?
Para dentistas pessoas físicas, principalmente quem pagava pouco no carnê-leão ou via tabela municipal, a tendência é de aumentar a carga. Já quem trabalha como pessoa jurídica poderá até reduzir os impostos com o bom aproveitamento dos créditos sobre despesas. Cada caso deve ser simulado, mas quem ficar na informalidade certamente vai pagar mais do que precisa.
Dentistas vão pagar menos impostos em 2026?
Dentistas organizados, com todos os fornecedores regularizados e controle rigoroso de gastos, podem reduzir a carga tributária real – principalmente se optarem pelo regime mais vantajoso. O desconto de 60% no IVA (ficando em 11,2%) é significativo, e o crédito sobre despesas pode baixar ainda mais esse número. Mas para quem não se adaptar, o risco é pagar mais.
Como se preparar para a mudança tributária?
O passo-a-passo é: (1) atualizar e treinar a equipe para emitir NFS-e nacional; (2) revisar fornecedores, exigindo nota fiscal ou recibo de todos; (3) migrar do controle manual para sistemas informatizados; (4) simular todos os regimes tributários com ajuda do contador; e (5) reeducar os pacientes a verem o imposto destacado “por fora”. Organização e planejamento são o caminho para pagar menos e crescer. Se busca conteúdos e indicações para organizar a sua clínica, conheça os artigos especiais no blog da Odonto Results.